17 de jan. de 2010

O Espetáculo

Espetáculo:

“ÁFRICA ESPECIAL”

Grupo Brincadeira de Bonecos

Apresentação do dia 25/11/09- manhã e tarde

Escola Estadual Especial Amaro Neves - Barreiro

Preparações...

A equipe...

E começa o espetáculo!



De Cabo Verde...

...a história de amor de Maria Tereza e João!

Malidiza, vinda de Moçambique

Griô, Contador de Histórias (Manuel, com voz de Roberto)

As pequenas bailarinas ...


E sua bailarina principal, Naledi, da África do Sul

O final!

Um novo tempo no teatro de Bonecos Brasileiro

As experiências desenvolvidas no Projeto Boneco Especial foram apresentadas em Curitiba - Paraná, durante o III Abrace Boneco Brasil 2009, realizado pela Associação Brasileira de Teatro de Bonecos – ABTB - Centro UNIMA Brasil. Essa oportunidade foi viabilizada pela Associação de Teatro de Bonecos de Minas Gerais – ATEBEMG, à qual o grupo Família Silva é associado.

Durante o evento, que pretende ser um espaço de troca de experiências entre novos e antigos mestres bonequeiros de várias partes do Brasil, foi provocada uma reflexão que tinha como tema a possibilidade de pessoas com deficiência atuarem como manipuladores no teatro de bonecos.

O projeto apresentou a experiência de uma Caixa Cênica desenvolvida para um cadeirante, dentro da idéia já antiga de um “Homem Palco”. Foi criada uma metodologia para manipular bonecos de fio, onde o primeiro manipulador sustenta a estrutura com os fios e parte do boneco, e o segundo, cadeirante, manipula o restante do boneco.

Conheça o trabalho desenvolvido no núcleo Tiradentes.

A APAE- Tiradentes é uma instituição de educação especial localizada no município de Tiradentes , Minas Gerais que atende alunos com deficiência com características diferenciadas (Autismo, paralisia cerebral e déficit cognitivo) .

As atividades desenvolvidas no projeto Boneco Especial na instituição têm como objetivo geral:

1- Formação cultural dentro do teatro de bonecos de alunos jovens e adultos com deficiência (déficit cognitivo e paralisia cerebral leve e média) através de oficina de construção de bonecos.

2- A equipe é formada pelos bonequeiros Renata e Bernado (do grupo Cia de inventos com sede em Tiradentes ) e acompanhada por profissionais da educação e da terapia ocupacional que trabalham na instituição.

Metodologia utilizada :

1- Oficina de construção de Bonecos

Conheça o trabalho desenvolvido no Núcleo Barreiro de Cima


A Escola Estadual de Educação Especial Doutor Amaro Neves Barreto, localizada em Belo Horizonte, Minas Gerais, é uma instituição pública de educação especial que atende em média a 500 alunos com deficiência de características diferenciadas (autismo, paralisia cerebral e déficit cognitivo).

As atividades desenvolvidas no projeto Boneco Especial na instituição têm o seguinte objetivo: formação cultural, usando o teatro de bonecos, de alunos jovens e adultos com deficiência (déficit cognitivo e paralisia cerebral leve), através de construção de espetáculos, tendo como referência a arte educação. A equipe é formada pelos Bonequeiros e pedagogos Aparecida e Roberto Silva (Grupo Família Silva Teatro de Bonecos) e Débora Mazochi (Grupo Aldeia Teatro de Bonecos), sendo acompanhada por profissionais da terapia ocupacional que trabalham na instituição.

As atividades se dividem em:

1- História do Teatro de Bonecos.

2- Exercícios de Manipulação.

3- Contação de histórias.

Metodologia utilizada:

1. Oficina de Teatro de Bonecos.

Primeiramente, a direção da escola define o grupo que participa da oficina. Nesta fase são repassadas aos alunos informações relativas às diversas formas de manipulação de bonecos. Em seguida, os alunos experimentam técnicas do teatro de bonecos, tais como luva, fio, manipulação direta e boca articulada. Depois, são divididos em grupos para que cada um possa se especializar em uma forma de atuar dentro do teatro de bonecos.

Desse trabalho surgiu o grupo Brincadeiras de Boneco (sugestão dos alunos) e o espetáculo de cenas curtas “África Especial”. Nele a bonequeira Débora Mazochi coordenou o grupo que trabalhou com a manipulação direta, assim como contribuiu para a seleção da trilha sonora, dos figurinos e do texto para que, em caráter experimental, pudessem ser montadas algumas cenas para serem encenadas na instituição. Já a bonequeira Aparecida Silva coordenou o grupo de fios, assim como confeccionou os figurinos e acabamentos dos bonecos.

Neste processo, Roberto Silva ficou envolvido no desenvolvimento de equipamentos especiais, que possibilitassem ao cadeirante Manoel manipular bonecos.

O espetáculo foi apresentado com grande sucesso na Semana da Consciência Negra na instituição, Escola Estadual de Educação especial Doutor Amaro Neves Barreto, nos turnos da manhã e da tarde beneficiando a todos os alunos.


Conheça o trabalho desenvolvido no núcleo Ibirité


A APAE - Ibirité/ Escola Viver Feliz é uma instituição de educação especial, localizada no município de Ibirité, Minas Gerais e atende a 150 alunos com deficiência de características diferenciadas (autismo, paralisia cerebral e déficit cognitivo). A equipe é formada pelos Bonequeiros e Pedagogos Aparecida e Roberto Silva e é acompanhada por profissionais de educação e de terapia ocupacional, que trabalham na instituição.

As atividades desenvolvidas no projeto Boneco Especial têm dois objetivos principais:

  1. Formação cultural, usando o teatro de bonecos, de alunos jovens e adultos com deficiência (déficit cognitivo e paralisia cerebral leve), através de oficina de construção de bonecos, tendo como referência a arte educação.
  2. Desenvolver metodologias de estímulo tato-sensorial para crianças, utilizando o teatro de bonecos.

As atividades são divididas em:

  1. Oficina de construção de Bonecos.
  2. Atividade de estímulos tato-sensorial.

Metodologia utilizada:

1 -Oficina de Construção de Bonecos.

O primeiro módulo foi desenvolvido em 2009, utilizando materiais que os alunos conheciam, tais como: papel higiênico, jornal, cola feita a partir de trigo e água, embalagens de margarina e tecidos.

O trabalho utilizou a técnica do papel maché, onde os alunos começaram a cortar o papel e a entender como se fazia a cola, como se modelava a base da cabeça, construída com jornais. A fase seguinte foi estimular os alunos a pensar no perfil do personagem que cada um gostaria de construir (homem, mulher, velho, gordo, magro, etc.). A partir desta definição, o grupo pode ser orientado na finalização dos bonecos.


2 - Atividade de Estímulo Tato-Sensorial

Esta atividade teve como foco crianças com déficit cognitivo e paralisia cerebral aguda, e foi dividida em três etapas:

2.1 Com o objetivo de estimular o raciocínio e trabalhar pinças, foram feitos exercícios utilizando um boneco, que através da manipulação de acessórios (cabelos, saia, calça, blusa, e vestido), poderia se tornar menino ou menina.

2.2 Para promover a socialização dos alunos, foram feitas apresentações cênicas de um personagem.


2.3 Brincadeiras de teatro de bonecos realizadas pelos próprios alunos

Conheça o trabalho desenvolvido no Núcleo do Hospital Municipal de Belo Horizonte Odilon Behrens

Hospital Municipal Odilon Behrens em Belo Horizonte - Minas Gerais, é uma instituição pública que atende a casos de urgência da região metropolitana.

No hospital, o projeto Boneco Especial é realizado dentro do projeto “Saúde com Arte”, que tem por objetivo promover a humanização da saúde.

Metodologia utilizada:

Foram construídos dois bonecos de luva, Beto e Dina, que representam dois terapeutas ocupacionais. Eles percorrerem as dependências do hospital interagindo com pacientes e funcionários em setores como pediatria, CTI, farmácia, etc. As intervenções e as ações desenvolvidas no hospital são acompanhadas por profissionais que trabalham no projeto, em conjunto com dois bonequeiros

Conheça o trabalho desenvolvido na creche Bom Pastor


A Creche Bom Pastor é uma instituição filantrópica, localizada no município de Ibirité, Minas Gerais, que cuida em regime de internato, de 50 pessoas com deficiência de características diferenciadas (autismo, paralisia cerebral e déficit cognitivo).

As atividades desenvolvidas no projeto Boneco Especiais têm como objetivo promover ações que favoreçam a qualidade de vida dos internos da casa.

As atividades dividem em:

1. Brincadeiras com Boneco.

2. Música terapia.

3. Recreação e jogos.

4. Passeios.


As atividades são planejadas no início de cada ano, pela equipe formada pelos bonequeiros e pedagogos Aparecida e Roberto Silva e a Terapeuta Ocupacional Tatiane.


Empresas Incentivadoras


Aprovado em leis de incentivo a cultura estadual de Minas Gerais e no mecenato do Ministério da Cultura, o projeto Boneco Especial está organizado para fornecer dados que permitam às empresas incentivadoras incluírem, em seus relatórios de sustentabilidade, as ações sociais desenvolvidas nas interfaces: cultura, saúde e educação, tendo como público alvo as pessoas com deficiência.Em 2009 essas empresas foram determinantes para a expansão do Boneco Especial.

Em nome da equipe do projeto e de todos aqueles que foram beneficiados, agradecemos à:

MRS Logística

V&M Tempo Sustentável

Histórico

Tudo começou em 2005, após de uma apresentação do espetáculo Circo de Bonecos, realizado pela Família Silva Teatro de Bonecos, na mostra cultural da Creche Bom Pastor.

Na semana seguinte à apresentação, voltamos à Creche Bom Pastor - uma instituição filantrópica que cuida em regime de internato de 50 pessoas com deficiência de características diferenciadas (autismo, paralisia cerebral e déficit cognitivo) - para visitarmos o grupo de internos que tinha assistido ao espetáculo. Perguntados se haviam gostado do espetáculo, a reação de satisfação foi unânime, com as pessoas gesticulando as cenas que haviam assistido. De uma forma intuitiva, perguntamos à Clara e Juceli internos da instituição, se teriam vontade de manipular bonecos e foi ai que acabou o nosso sossego!

A emoção foi tanta que eu e Aparecida tivemos que reorganizar as atividades desenvolvidas pela família Silva, para iniciarmos uma oficina de teatro de bonecos na Creche Bom Pastor. Mas ai surgiu o problema: o que fazer em função das especificidades dos alunos. Aí descobrimos duas grandes aliadas: a intuição e a observação. Durante três semanas, levamos alguns fantoches do acervo da Família Silva, para que o grupo pudesse experimentar a manipulação com luva e foi observado que cada participante da oficina se comportava de uma forma específica, em função da particularidade de cada um.

Na fase seguinte, iniciamos a construção de bonecos utilizando como materiais: cabaça papel e tecido, e continuamos nossa observação com atenção, cuidado e dedicação. Estas duas fases permitiram a construção do espetáculo “O Laço Cor de Rosa”, que foi encenado na mostra Cultural de 2006 na Creche Bom Pastor. Em 2007, surgiu na creche uma oportunidade para inscrever a iniciativa em uma concorrência pública para apoio a projetos sociais. Foi desta forma que surgiu, pela primeira vez, o nome do Projeto Boneco Especial, aprovado e patrocinado pela empresa MRS Logística e que teve a sua continuidade nos anos de 2008, 2009.

A experiência da creche Bom Pastor nos mostrou que o teatro de bonecos poderia ser utilizado como uma ferramenta de inclusão social deste público alvo. Começamos então a inscrever essa proposta nas leis de incentivo a cultura, como forma de viabilizar a ampliação do trabalho com outras instituições. Em 2009, formamos uma rede que trabalha com pessoas com deficiência: Creche Bom Pastor, APAE/ Ibirité, Escola estadual de educação especial doutor Amaro Neves Barreto – BH, Hospital Municipal de Belo Horizonte Odilon Berens, APAE / Tiradentes e APAE / BH.

Outro fato de extrema importância foi a parceria realizada com os grupos Aldeia (BH) e Cia de Invento (Tiradentes) que passaram a nos auxiliar no processo de gestão do Projeto Boneco Especial.

O patrocínio de empresas como a MRS Logística e Vallourec Mannesmann, no ano de 2009, possibilitou a sustentabilidade do projeto, aumentando as perspectivas de trabalho com uma nova metodologia que atua nas interfaces: cultura/ saúde / educação.

Coordenação

Os bonequeiros Aparecida Oliveira da Silva e Roberto Ferreira da Silva, coordenadores do Projeto Boneco Especial são os fundadores da Cia Família Silva teatro de Bonecos, que surgiu em 1995, com uma proposta de atuar de uma forma contrária à lógica do mercado cultural, priorizando a democratização dos bens culturais.

As primeiras apresentações da família Silva, aconteceram em frente à padaria City Pão, na época de propriedade dos bonequeiros, localizada na Rua Castor n 328, no bairro Barreiro de Cima, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A padaria passava por um período difícil, pela ausência de cliente e foi ai que surgiu a idéia de promover apresentações de teatro de bonecos na porta do estabelecimento, para atrair clientes, o que para surpresa do grupo, acabou funcionando. Pelo fato de estar localizada na periferia da capital mineira, foi verificado que o público que assistia aos espetáculos não conhecia este gênero teatral. Baseada nessa realidade surgiu outra idéia: utilizar a camioneta Fiorino 1987 (da padaria) para levar o teatro de bonecos a outras regionais de Belo Horizonte.

Esta iniciativa acabou se tornando o primeiro projeto do grupo aprovado em leis municipais de incentivo a cultura, que definiu o perfil do público alvo como sendo o foco dos trabalhos da Família Silva. Nos anos seguintes, a proposta de trabalho do grupo foi aprovada nas leis estaduais de incentivo a cultura de Minas Gerais e no Ministério da Cultura, o que possibilitou a expansão do grupo.

Após 10 anos de trabalhos, sendo a maioria das apresentações feitas em espaços abertos, foi verificado também que havia uma ausência de pessoas com deficiência assistindo aos espetáculos de teatro de bonecos. A ausência de infra-estrutura para acomodar este público alvo, iniciativas para convidar instituições que trabalham com crianças com deficiência tinham por conseqüência a exclusão social deste público alvo.

Essas observações possibilitaram à família Silva desenvolver um trabalho específico para este público alvo, o que posteriormente viria a ser o projeto Boneco Especial.

7 de nov. de 2009

6 de nov. de 2009

O que é Paralisia Cerebral!

Para entendermos melhor a importância do projeto Boneco Especial, precisamos conhecer o que é a Paralisia Cerebral, suas características e conseqüências.

A paralisia cerebral é o nome que se dá a um grupo de problemas motores (relacionados aos movimentos do corpo), que começam bem cedo na vida e são o resultado de lesões do sistema nervoso central ou problemas no desenvolvimento do cérebro, antes do nascimento - os chamados problemas congênitos. Ela acontece em aproximadamente 1 - 2 para cada 1,000 nascidos vivos, com o risco mais alto entre os bebês prematuros, crianças de baixo-peso-ao-nascimento (menos de 1,5 Kg), e em casos de gravidez complicada por infecções, ou condições que causam problemas, com o fluxo de sangue para o útero ou para a placenta.

Quanto à causa exata, esta ainda é desconhecida, mas os pesquisadores acreditam que icterícia grave do recém-nascido, infecções na mãe durante a gravidez, problemas genéticos ou outras doenças podem fazem o cérebro desenvolver anormalmente durante a gravidez. A paralisia cerebral também pode acontecer depois do nascimento, como quando há uma infecção do cérebro (encefalite) ou um trauma de crânio.

Quanto à prevenção, as mulheres grávidas devem fazer o acompanhamento pré-natal regular, que começa o mais cedo possível e se estende por toda a gravidez. Porém, como a causa da maioria dos casos de paralisia cerebral não é conhecida, é difícil prevenir.

São quatro tipos básicos de paralisia cerebral:

· Espástica - Movimentos duros e difíceis,

· Discinética ou atetóide - Movimentos involuntários e descontrolados,

· Atáxica - Coordenação e equilíbrio ruins,

· Mista - Combinação de diferentes tipos.

Em bebês os sintomas básicos de paralisia cerebral incluem:

ü Dificuldade para alimentar - Existe um atraso para o bebê ter coordenação para sugar o peito e para engolir,

ü Demora no aparecimento dos marcos normais de desenvolvimento motor - Não fazer coisas que seriam esperadas para uma certa idade. Por exemplo, não ter um bom controle da cabeça antes de 3 meses, não rolar o corpo antes de 4 a 5 meses, não sentar sem apoio antes dos 6 meses e não caminhar antes dos 12 a 14 meses.

ü Baixo tônus muscular (flacidez ou hipotonia) ou ter músculos duros (rigidez) - O baixo tônus muscular pode ser notado pela dificuldade em sustentar a cabeça ou manter o tronco firme. A rigidez muscular pode ser reconhecida pela espasticidade (músculos "travados") das pernas na infância.

Mas cada tipo tem a sua particularidade.

ü Paralisia Cerebral Espástica - Este é o tipo mais comum de paralisia cerebral (aproximadamente 50%) na qual os músculos são duros e resistem ao serem esticados. Os braços e as pernas também têm contrações musculares involuntárias em resposta a um estímulo.

ü Paralisia Cerebral Discinética ou Atetóide - Esta forma menos comum (aproximadamente 20%) de paralisia cerebral é caracterizada por movimentos involuntários da face, tronco e membros que freqüentemente interferem com a fala e a alimentação. Os sintomas podem piorar em situações de tensão emocional e podem ir embora durante o sono.

ü Paralisia Cerebral Atáxica - Este tipo de paralisia cerebral também é incomum e normalmente envolve uma lesão do cérebro na parte responsável pela coordenação (chamada de cerebelo). Os sintomas característicos incluem cambalear o tronco, dificuldade de manter os membros firmes e movimentos anormais dos olhos.

ü Paralisia Cerebral Mista - Uma combinação de sintomas de pelo menos dois dos subtipos anteriores.

Todas as formas de paralisia cerebral podem ter problemas associados, incluindo retardo mental (em mais de 50% dos pacientes), estrabismo (50%), epilepsia ou ataques epiléticos (30%), e desordens visuais ou auditivas (20%). As crianças que sofrem de paralisia também têm desordens de aprendizagem, de visão, de audição e da fala.

Para que o diagnóstico seja bem feito o médico deve saber todos os detalhes, incluindo informações a respeito da gravidez e do parto, o uso de medicamentos tomados pela mãe, infecções e movimentos fetais. Uma história familiar detalhada, incluindo antecedentes de aborto da mãe e a incidência do problema em outros parentes, também pode ajudar.

Alguns exames também são importantes para saber qual o tipo de Paralisia e a sua extensão entre eles Ultra-Som, a Tomografia Computadorizada (a TC), a Imagem de Ressonância Magnética (IRM); Eletroencefalograma (o EEG), exames de sangue e de urina. Mas isso não basta para que seja definido o tratamento mais adequado. O médico deve consultar outros especialistas, como um neurologista; um cirurgião ortopédico; ou um otorrinolaringologista.

O tratamento!

A maioria das crianças com paralisia cerebral se beneficia da fisioterapia e da terapia ocupacional precoces. Algumas crianças precisam de muletas e apoios para ajudar a ficar de pé e andar. Algumas podem ter que se submeter a procedimentos cirúrgicos. Alguns também precisam de tratamento para reduzir a espasticidade, que pode incluir medicamentos tomados via oral, injeções intramusculares ou cirurgia. Para crianças com paralisia cerebral discinética, o uso de medicamentos às vezes ajuda em seus problemas de movimento.

Para que a criança cresça e possa chegar à fase adulta com qualidade de vida, ela deve ter um acompanhamento adequado que exige uma equipe de especialistas que ajudam a maximizar e coordenar os movimentos, minimizar o desconforto e dor, e prevenir as complicações a longo prazo. Esta equipe poderá incluir, além do neurologista, um ortopedista; um fisioterapeuta, um fonoaudiólogo, um psicólogo e um terapeuta ocupacional.

Além disso, assistentes sociais podem prover apoio às famílias e podem ajudar a identificar alguma privação de recursos da comunidade. Contate um neurologista se seu filho demonstrar um tônus muscular anormal, fraqueza muscular, movimentos anormais do corpo ou se não estiver desenvolvendo suas habilidades motoras normais próprias da idade.

Prognóstico

A paralisia cerebral geralmente é uma condição de longa duração (crônica), mas em geral não piora. Algumas crianças são severamente afetadas e têm dificuldades para o resto da vida. Outras podem ter sintomas leves de paralisia cerebral durante a infância, mas depois desenvolvem tônus muscular normal e habilidades motoras. Embora estas crianças possam continuar tendo reflexos tendinosos profundos anormais, elas podem não experimentar problemas significativos no movimento em suas vidas diárias.

Em alguns casos, os sintomas de paralisia cerebral mudam com o passar do tempo. Por exemplo, o tônus muscular diminuído (hipotonia) na infância pode evoluir para tônus muscular aumentado (hipertonia) com o avançar da idade.